domingo, 29 de julho de 2018

Convite: Estaremos na Bienal do Livro em SP e contamos cm todos vocês.




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sábado, 8 de março de 2014

A pluralidade no desenvolvimento do pensar individual, na singularidade do entendimento coletivo.


As novas relações e conexões sociais, restabelecidas pela revolução tecnológica, demonstram como a inteligência social pode influir de forma positiva na compreensão e na elaboração dos valores da sociedade globalizada, facilitando o entendimento das novas estruturas e relações sociais.

Palavras chaves: Tecnologia, Informação, Comunicação e sociedade.

 Neste momento estamos interessados em fazer uma reflexão sobre o mundo virtual, inteligência coletiva, tecnologia e informação suas influencias nos meios de comunicação, na cultura e na sociedade, acima de tudo as influencia positivas e negativas nas relações humanas.
Enfatizar a importância do conhecimento associado à tecnologia voltada para a responsabilidade social.
A escalada tecnológica se apresenta com grande bipolaridade, todas as classes sociais se beneficiando ou não com a globalização, reforma ou revolução, tirania ou democracia.
A globalização que teve inicio no começo do capitalismo (quando se deu inicio as navegações e a expansão do comércio), vem passando por um processo de rebuscar o passado, globalizam-se perspectivas sociais, pessoais, políticos econômicos e culturais.
Recriando o presente apresentando desenvolvimentos nas áreas tecnológicas trazendo uma forte revolução nas áreas da comunicação e nos fluxos de informação, o mundo social rompe cada vez, mas com o mundo individual alterando o comportamento e o pensamento das massas.
Imaginar no futuro a tecnologia interagindo entre as pessoas e todos os ramos da sociedade em busca do saber e do conhecimento, o aprendizado trabalhando em prol do aprendiz possibilitando aos mesmos, novos caminhos a reconstrução de sua identidade uma nova postura diante de si mesmo, da sociedade e do mundo.
Ao compartilhar o entendimento de uma mesma informação o coletivo precisa construir o senso comum através da conferência, da união e da associação das proposições individuais, através de uma rede que os conecta que os liga a outras interpretações, de uma mesma mensagem que esteja e possa ser reinterpretada e compartilhada.
Trabalhar, estudar, viver, conversar fraternalmente com outros seres, cruzar um pouco por sua história.
 O conhecimento em suas múltiplas formas de se processar encontra-se hoje em um momento de construir uma bagagem de referências e associações comuns, uma rede hipertextual unificada, um contexto compartilhado, capaz de diminuir os riscos de incompreensão.
“Um texto já é sempre um hipertexto, uma rede de associações.” (Pierre Levy).
O uso dos computadores na década de 80 se intensificou e deixou de ser potentes calculadoras, diversificando seu uso.
As redes de informação no mundo surgem como uma nova forma de relações entre as pessoas, não mais restrita ao exercito ou as universidades, mas sem limites de irrestrito tanto para empresas como para pessoas comuns. Forma-se a grande rede de acesso “livre” sem fronteiras e restrições políticas com uma base de cooperação anarquista e que é chamado por Levy de ciberespaço.  
O grande dilema é que a sociedade global tem que ser diferente, a constituição de seus princípios que surgem com todos os problemas e dificuldades como a desigualdade, os preconceitos e as diferenças entre as classes, frutos da sociedade industrial as mesmas tensões, diferenças e injustiças... , a solidão.
A esperada conscientização política que poderia surgir com a vulgarização da informação e propagação das novas tecnologias, a terceira onda, como relatou Pierre Levy, a revolução tecnológica não abalou nem amenizou as mazelas da sociedade industrial.
 A sociedade globalizada ou globalizante apresenta as mesmas dificuldades em compor uma verdadeira revolução tecnológica e subverter o estado de ignorância em diversos aspectos da maioria esmagadora dos agentes sociais que proporcionam uma política de aristrocacia que se reveza no poder e procura utilizar as inovações tecnológicas apenas para manter o estado de coisas e o poder.
No que se refere ao alarde da globalização apenas houve um ajuntamento de interesses entre o estado liberal e o que poderia ser uma mudança de um estado de noções rivais em uma aldeia global e com a reconstituição do quadro das relações políticas e sociais amenizando as desigualdades geradas pelas políticas de colonização e exploração dos paises menos desenvolvidos..., é hoje apenas a união de empresas que passam a se localizar em diversos paises simultaneamente como em uma segunda colonização e uma reorganização das políticas econômicas e dos acordos internacionais, e o surgimento de grandes blocos econômicos como a União Européia, o Mercosul, Nafta e outros.
Reformulando as relações de trocas, mas com cuidado de manter as classes sociais em seus respectivos lugares.
A cidadania continua a ser expressa através das notas e moedas corrente.
A liberdade cada vez mais vinculada à propriedade e a quanto se possui.
A democracia e a declaração de direitos humanos é como letra morta, os direitos de liberdade, de dignidade, de fraternidade compreendem apenas uma carta de intenções, a ciência a cultura não é prioridade para a grande maioria dos indivíduos e sim a fome.
 A ética e a moralidade não são palavras de ordem, mas reivindicações daqueles que têm como único compromisso manter-se vivo no aguardo de uma possível próxima refeição.
Onde estão às tecnologias salvadoras, as soluções da ciência moderna?
A violência da sociedade capitalista e industrial que antes comprometia apenas as classes sociais desprovida de consciência política e poder econômico agora atinge a todos se á algo nesta sociedade que não distingue por cor, por condição social e econômica nem por sexo é a violência imperando em todos os ramos da sociedade.
E a sociedade globalizada e globalizante têm como herança esse legado.
“... O individualismo aparece como se fosse uma sofisticada elaboração antológica e epistemológica, na qual se projeta muito da subjetividade do individuo que se perdeu de suas coordenadas conhecidas, sedimentadas, institucionadas e sacralizadas. E como se o singular fugisse para dentro de si, precisamente quando os universais se alteram,recriam em outros níveis...”.
(Octavio Ianni).

As grandes mudanças tecnológicas nos proporcionam uma oportunidade para um repensar as verdades socialmente instituídas, para um esforço de reflexão no sentido de promover a melhora das relações humanas e suas convenções, para aprimorar ou até mesmo decompor certos valores que proporcionam a manutenção do convívio social como nós o conhecemos na tentativa reparar alguns desvios no caminho da formação de uma verdadeira aldeia global.
 De certa forma tem que ser revisto os princípios já apresentado por Nietsche em Além do bem e do mal, numa tentativa de construir valores que não sejam constitucionalizados, mas convencionados e voláteis adequando assim uma nova fase na história dos avanços tecnológicos, os avanços para a sociedade e para o social.
De repente o mundo se torna grande e pequeno, fraco e forte dos incluídos aos excluídos a tecnologia vem se apresentando como divisor de água entre classes sociais, favorecendo, mas uns do que os outros. Mas uma vez o que se apresentaria ou era apresentado como uma maquina para acabar com a alienação social e trazer grandes benefícios a esta sociedade falhou a tecnologia trouxe a internet que trouxe entre outras bestialidades o orkut estava instaurada então a ignorância e a propagação da intolerância e da violência.
 Aos privilegiados a informação, a tecnologia o conhecimento os melhores equipamentos, boa vida e a paz tão desejada por todos, mas só adquirida por aqueles que têm como comprá-la.
Aos infortunados as dificuldades do familiar ao social, lutasse para comer, para estudar, trabalhar e viver..., a grande batalha é para romper com o ciclo da miséria humana, buscar pelo conhecimento e o saber são as maiores armas com estas se ganham utopias, força e nada, mas se perde ou se é roubado.
A democratização nos meios virtuais aproxima dois mundos distintos o pobre do rico, o forte do fraco, as revoluções tecnológicas, as novas ciências e tecnologias vêm produzir um novo conhecimento com novos saberes.
A sociedade global não acaba com as diferenças e nem com as desigualdades sociais não se apresenta boa nem má é apenas, mas uma etapa pela qual toda a civilização tem que passar e mais uma ferramenta pela qual podemos mudar as relações sociais.
Por fim as mudanças nas mentalidades provocadas pela globalização e pela revolução tecnológica nos permitem tudo ou quase tudo desde que não ousemos violar a sagrada família, a propriedade privada, poder centralizado do estado e nem alimentar com conhecimento e saber os famintos e desprovidos de tudo.

Paulo Rogério Sousa Santos


Bibliografia:


CASTELLS, Manuel. A Galáxia da Internet: Reflexões sobre a Internet, os negócios e a sociedade.. São Paulo: Jorge Zahar, 2003.
IANNI, Octavio. A sociedade global, Editora Civilização Brasileira, 8º edição. Rio de Janeiro. 1999.



LEVY, Pierre. A inteligência coletiva, trad. De Luiz Paulo Rouanet. Editora Loyola. 4ºedição. São Paulo. 2003.